Rua Tenente João Negrão

Rua Tenente Negrão
O próprio militar João Negrão, após a heróica aventura de atravessar o oceano Atlântico, (avião Jahú), residiu por muitos anos na rua a qual foi-lhe prestada homenagem, nomeando-a. Morreu com a patente de capitão.
Prof. Biól. Helcias Bernardo de Pádua

No meu bairro existe uma rua. Existe uma rua no meu bairro

No bairro do Itaim Bibi/SP existe uma rua: rua Tenente Negrão.

Poucos dos atuais residentes e parcialmente ocupantes dessa região, para não dizer, dos próprios moradores ou permanecedores da citada rua sabem o motivo desse nome e quem foi o Tenente Negrão (foto à direita, da década de 20).

Alertamos que o próprio militar João Negrão, após a heróica aventura de atravessar o oceano Atlântico, (avião Jahú), residiu por muitos anos na rua a qual foi-lhe prestada homenagem, nomeando-a. Morreu com a patente de capitão.

Obs.: Trechos de artigos ou narrativas levantadas na internet

* A família do comandante João Ribeiro de Barros providencia um co-piloto em substituição a Arthur Cunha que havia se desentendido e excluído da equipe. Um parente próximo do aviador procura um jovem (26 anos) tenente aviador da Esquadrilha da Aviação da Força Pública de São Paulo (atual Polícia Militar), oferecendo-lhe o cargo. Seu nome: João Negrão.

Seguem-se palavras do próprio João Negrão:

…Esclareci que a responsabilidade que me queriam conferir era grande, pois além de não conhecer o avião, jamais havia operado num hidroavião, razão pela qual não julgava aconselhável minha participação no vôo…

…Diante das circunstâncias com que cercavam o convite, acabei por aceitar o encargo condicionalmente. Como militar, teria que ser devidamente autorizado pelas autoridades competentes…

…Entristeceu-me sobremodo a ocorrência determinada pelo procedimento impatriótico de Arthur Cunha, que originou a interrupção do vôo começado com tanta felicidade. Ao receber o convite para ocupar o lugar de Cunha, responderia imediatamente: Aceito tudo pelo Brasil. Contudo, sendo Oficial da Força Pública, não poderia fazê-lo antes de obter a aquiescência das autoridades às quais estou subordinado…

…Parti para Porto Praia no dia 21 de março de 1927, fazendo escala na Ilha de São Vicente no Arquipélago de Cabo Verde, como passageiro do transatlântico “Almeda” da Blue Star Line. Em São Vicente estabeleci contato pessoal com João Ribeiro de Barros que, depois de ler o ofício de apresentação falou-me: Embarcaremos o mais breve possível para Porto Praia a fim de reiniciar o vôo do JAHÚ… 

…Depois de largos vôos sobre a ilha, fui considerado pelo Comandante do hidroavião como aprovado, em condições de prestar colaboração como co-piloto do JAHÚ…

 

Tripulação do Jahú, seguindo para terra logo após o pouso na represa de Santo Amaro

Tripulação do Jahú, seguindo para terra logo após o pouso na represa de Santo Amaro
Foto publicada com a matéria

 

Além do aviador João Ribeiro, a tripulação do Jahú era integrada pelo co-piloto Arthur Costa (que foi substituído pelo tenente aviador da Força Pública do Estado de São Paulo, João Negrão), pelo navegador capitão da Aviação Militar Newton Braga e pelo mecânico Vasco Cinquini – que, sem dúvida alguma, realizou, durante toda a viagem, uma tarefa nada fácil, garantindo assim as condições de vôo para o gigantesco avião anfíbio.

Comandado pelo aviador João Ribeiro de Barros, a equipe do Jahú levou a cabo o raid Gênova-São Paulo, com escalas em Gibraltar, Las Palmas, Cabo Verde, Porto Praia, Fernando de Noronha, Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, alcançando finalmente a represa de Santo Amaro no dia 2 de agosto de 1927, concretizando assim a sua árdua missão após ter coberto um percurso de 9.795 quilômetros em 57 horas e 3 minutos de vôo.

Depois de passar quatro dias na cidade, quando foram alvo de grandes homenagens por parte das autoridades e do povo, os audazes tripulantes do Jahú seguiram viagem com destino às águas da represa de Santo Amaro, considerada a última etapa daquela arrojada epopéia.

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