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Dê ao Itaim Bibi o que é do Itaim Bibi # sem nhennhenhém
Helcias Bernardo de Pádua
morador itahyense
28/11/07 spsp
Pois é, no Itaim Bibi, para se ter novos espaços, só derrubando árvores e
prédios.
Ontem, (27/11/07) inaugurou-se o tétrico e grandioso espaço etílico com a
presença de inúmeros e importantes convidados. O
"Dinamite Itaim Chopperia",
só que sem placa alguma. Será que vão mudar de nome? O correto é mudar de
bairro. Cai fora baby. Barulhento.
Inacreditável: - derrubaram-se inúmeras árvores; alterou-se a agradável
paisagem ambiental da esquina da rua João Cachoeira com Leopoldo Couto de
Magalhães Jr.
No Itaim Bibi não temos praça alguma, a não ser a que esta no limítrofe:
Jardim Primavera/ Vila Nova Conceição/Itaim Bibi, antes chamado de Largo do
Maná.
O enverdejante espaço, (recentemente recebeu nova arborização),merece ainda
mais o nosso apreço, pois carrega fatos significativos das memórias e
histórias itahyenses.
Por isso da sugestão e luta de renomear-se a atual Pça Dom Gastão Liberal
Pinto, de Praça José Vieira Couto de Magalhães, com um
enorme busto do nosso patrono etnólogo, por sinal mais conhecido e respeitado fora de
São Paulo e várias vezes apontado em estudos e teses em universidades
européias.
Mas quem foi Dom Gastão Liberal Pinto? Um bispo de São Carlos/SP, fundador e
1º reitor da PUC/SP.
Tal nome foi sugerido por um religioso da Igreja São Gabriel, quando da
construção do sistema viário ligando pela superfície as quatro vias, a Brig.
Luiz Antônio, Sto Amaro, São Gabriel e Joaquim Floriano e através de um túnel
a São Gabriel com a Sto Amaro. Esse sistema, ao longo dos anos, sofreu algumas
modificações, quanto à extensão do túnel como para o alargamento das avenidas.
Aliás, o nome da avenida e da igreja São Gabriel é em homenagem a uma senhora,
a viúva GABRIELA, uma das amantes do general J.V.Couto de Magalhães.
Comenta-se que o general teve várias amantes, nunca se casando e que lhe
renderam três filhos.
A viúva Gabriela, sem nunca ter sido, herdou uma extensa área que hoje
vai do Jd. Primavera até o Jd. Paulista. Por muitos anos a família Couto de
Magalhães reclamou na justiça e brigou com a família da GABRIELA pela posse
das terras do Morro da Viúva.
Comenta-se que quando das brigas entre as famílias, a porteira que existia lá
no início da Joaquim Floriano com a São Gabriel (hoje a praça) era fechada,
trancada.
Conforme o andamento da questão, da briga, etc, às vezes uma família é que
colocava seus cadeados, e de uma próxima vez ou resultado, era a outra
família. Isso, quase que constantemente, não permitia a comunicação normal ou
idas e vindas, (olha o carma do vai-vem), dos passantes entre
os dois lados.
Continuava a saga do quase sobrenome, do local, do BIBI. O vai-vem constante.
Mais um nhennhenhém
itahyense.
Coisas do Itaim Bibi.
Tagarelices.
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